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domingo, 13 de junho de 2010

Arquitetura de Brasília

Brasília: Do Império Português a Juscelino Kubitschek

A arquitetura do sonho de Brasília, começou muito antes deJuscelino Kubitschek.
No ano de 1761 ( aproximadamente 200 anos antes da construção da cidade ) Sebastião José de Carvalho e Melo ( conhecido como Marquês de Pombal ) que era primeiro ministro do Império Portuguêsjá propunha a construção de uma nova capital Imperial no centro do Brasil Colonial.
Quando o Brasil foi transformado de Império em República no ano de 1889, a nova constituição já previa a mudança da capital do Rio de Janeiro para o Planalto Central.
No ano de 1891 uma equipe de exploradores composta por cientistas, médicos, geólogos, botânicos e especialistas em arquitetura foi enviada ao planalto central Brasileiro para encontrar um local para a construção da nova capital.
A missão deste time era explorar os recursos da região, catalogar plantas e animais e principalmente localizar uma fonte de água confiável e suficiente para a construção de uma grande cidade.
O sonho da construção de Brasília, no entanto, só começou a se tornar realidade no ano de 1955.


Nesta época, o jovem político e candidato a presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira estava em campanha pelo interior do Brasil.
Em um comício em Jataí, uma pequena cidade do interior de Goiás, quando Juscelino disse ao povo se alguém tinha alguma pergunta, um dos eleitores alí presentes surpreendeu a todos dizendo: ” o Senhor pretende transferir a capital do Brasil para o interior como está previsto na Constituição ? “.
Surpreso com a pergunta inesperada vinda de um homem humilde, JK tomou neste momento uma decisão que mudaria a história do Brasil para sempre: a construção da nova cidade de Brasília seria a partir daquele momento a principal meta do seu governo.
Eleito presidente em 1956, Juscelino iniciou os planos para a construção de Brasília assim que assumiu o poder.

Construção de Brasília: Ousadia e Revolução da Arquitetura no Século 20

O concurso para definir o projeto de arquitetura e urbanismo da nova capital do Brasil foi aberto oficialmente por Juscelino Kubitschek no dia 30 de Setembro de 1956.
O concurso com duração prevista para terminar em 120 dias teve 41 projetos inscritos de profissionais de arquitetura de todo o Brasil.
O objetivo deste concurso de arquitetura era definir o traçado básico das ruas da nova cidade, definindo o formato, tamanho e localização dos principais elementos urbanos.
Para estimular a participação dos arquitetos, o governo Federal da época ofereceu um prêmio de 1 milhão de Cruzeiros ( Cr$ 1.000.000,00 ) para quem fosse escolhido.
Entre os 41 projetos inscritos, houve todo tipo de conceito de arquitetura desde soluções simples até propostas de construção da cidade em um único prédio gigantesco. Confira abaixo os principais projetos e que foram os vencedores do concurso de arquitetura de Brasília:

Terceiro Lugar Empatado - Projeto de Arquitetura de Maurício Roberto: Brasília - Cidade Geométrica

Um dos vencedores do terceiro lugar do concurso de arquitetura de Brasília ( houveram 2 projetos empatados em terceiro lugar ) foi o projeto liderado pelo arquiteto Maurício Roberto.
Neste projeto, Maurício e sua equipe imaginaram a arquitetura da cidade de Brasília composta por 7 bairros geométricos de 2,4 quilômetros de diâmetro ( podendo ser construídos mais 7 blocos quando a cidade crescesse ).
Cada um destes bairros poderia abrigar 72 mil pessoas e teria comércio, escolas, hospitais, delegacias de polícia e bombeiros próprios, como se cada um deles fosse uma pequena cidade independente.
Além dos 7 blocos habitacionais, haveria ainda um setor governamental junto ao lago e um Parque Federal. A população total da Brasília de Maurício seria de 504.000 habitantes com 7 blocos e 1.080.000 habitantes com 14 blocos construídos.
Este projeto de arquitetura e urbanismo para Brasília foi rejeitado porque fugia da idéia de projetar uma cidade integrada.



Terceiro Lugar Empatado - Projeto de Arquitetura de Rino Levi: Brasília - Cidade dos Mega-Edifícios

O outro vencedor do terceiro lugar do concurso de arquitetura de Brasília foi o projeto dos arquitetos Rino Levi e Carvalho Franco.
Neste projeto de arquitetura, Brasília foi imaginada como sendo composta por 18 mega-edifícios de 50 andares cada um. Cada um destes prédios iria abrigar 16.000 pessoas e teria centrais comerciais e de vigilância internos. Ao redor destes prédios não existiriam outros prédios residenciais e nem casas, somente parques, estradas, escolas, policiamento e hospitais.

Fora da área dos mega-edifícios existiria um complexo governamental perto do lago que iria abrigar, câmara, congresso, tribunais e demais edificios administrativos. A população da Brasília de Levi e Franco seria de no máximo 288.000 habitantes com todos os 18 mega-edifícios lotados.
Este projeto de arquitetura e urbanismo para Brasília foi rejeitado pois a não havia tecnologia suficiente para construir edifícios de 50 andares na década de 1960 ( ficariam muito caros ).


Segundo Lugar - Projeto de Arquitetura de Boruch Milman: Brasília - Cidade Governamental

O segundo lugar do concurso de arquitetura de Brasília ficou a equipe de arquitetos Boruch Milman, João Henrique Rocha e Ney Fontes Gonçalves que projetaram Brasília com o conceito de uma cidade governamental.
Neste projeto de arquitetura e urbanismo, Brasília seria composta por uma estrutura quadrada simples onde ficariam os prédios administrativos, residências para os empregados do governo, comércio local e prédios de infra-estrutura.
Ao redor desta estrutura quadrada central ficaria uma enorme área verde e além desta área verde seriam construidas cidades satélites também planejadas. O crescimento das cidades satélites, no caso, não seria controlado, poderiam crescer de modo indefinido ( desde que fosse mantido o planejamento inicial ).
A população da Brasília de Levi e Franco seria de no máximo 768.000 habitantes dentro da cidade governamental, não havendo previsão para as cidades satélites.
Este projeto de arquitetura e urbanismo para Brasília foi rejeitado porque foi considerado muito simples.


Primeiro Lugar - Projeto de Lúcio Costa: Brasília em Formato de “Avião”

Diz a lenda que o urbanista Lúcio Costa a princípio não se interessou pelo desafio de arquitetura para o desenho de Brasília.

O esboço de Lúcio para o desenho da nova cidade foi entregue as 18:00hs do último dia de inscrições do concurso.
Ao contrário de seus colegas que passaram meses planejando e fizeram apresentações de arquitetura elaboradas, os desenhos de Lúcio Costa eram simples: foram feitos a mão com a ajuda de uma régua.
Na carta de apresentação que define o seu projeto de arquitetura, Lúcio define o seu desenho com as seguintes palavras:
“Nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz”. Nascia assim o desenho definitivo de Brasília: o Plano Piloto.


Superquadras: O Grande Conceito de Arquitetura Brasília

Segundo o projeto de arquitetura e urbanismo de Lúcio Costa ( que projetou as ruas ) e Oscar Niemeyer ( que projetou os prédios principais ), Brasília seria uma cidade organizada em um Eixo Monumental que iria conter todos os edifícios do governo e duas “asas” ( Asa Sul e Asa Norte ) as quais iriam abrigar a população.
As “asas” da cidade por sua vez seriam dividas em grandes quarteirões chamados Superquadras.

As superquadras são um conceito de arquitetura totalmente novo, elas apresentam as seguintes características:
Ao contrário dos quarteirões que são simples agrupamentos de prédios e casas, as superquadras foram projetadas para ser um espaço de convívio entre as pessoas.
Os prédios residenciais das superquadras nunca tocam o chão, eles são sempre suspensos por colunas, esse conceito de arquitetura foi desenvolvido para que as pessoas possam circular livremente em qualquer direção dentro das superquadras.
Dentro das superquadras além dos prédios residenciais há sempre espaços de lazer tais como parques e áreas verdes que podem ser usados por toda a população.
É proibido construir grades e cercas dentro das superquadras, o chão das mesmas é espaço público e pertence a toda a cidade.
Todas as superquadras da cidade foram todas projetadas do mesmo tamanho para dar uma idéia de igualdade e organização para Brasília.
A arquitetura dos prédios pode variar dentro da superquadra mas o tamanho máximo é sempre de 6 andares, deste modo se preserva a linha de visão dos moradores.
Devido a grande importância da cidade para a arquitetura mundial, no dia 7 de Dezembro de 1987 a área do Plano Piloto de Brasília foi transformada em Patrimônio Mundial da UNESCO, tornando a cidade de Brasília a maior área de patrimônio histórico do mundo.


Obras de importância em Brasília


Fontes:

Postado por:
27-Loyanne
30-MªAline
36-Raiane A.
14-Jéssica B.

Lucio Costa

Lucio Costa nasceu em Toulon, França, em 27 de fevereiro de 1902, filho de brasileiros em serviço no exterior. Seu pai era o almirante Joaquim Ribeiro da Costa. Estudou na Royal Grammar School de Newcastle (Reino Unido) e no Collége National, em Montreux (Suíça). Após retornar ao Brasil, em 1917, estudou pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, diplomando-se em 1924. Quatro anos depois, casou-se com Julieta Guimarães.

Em 1930 é nomeado diretor da Escola Nacional de Belas Artes, onde introduz mudanças no sistema de ensino. No ano seguinte, reformula o 38º Salão Nacional de Belas Artes, nomeando para o júri, entre outros, Manuel Bandeira e Anita Malfatti.

Em 1936 consegue convencer Le Corbusier a vir ao Brasil avaliar o projeto para o edifício-sede do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro.

Em 1938 projeta, ao lado de Oscar Niemeyer, o pavilhão brasileiro da New York World's Fair.

Em 1954 perde a mulher num acidente automobilístico, do qual ele se julgaria culpado, por dirigir o carro em que viajavam.

Em 1957 vence o concurso nacional para a elaboração do Plano Piloto de Brasília.

No ano de 1960 recebe o título de professor "honoris causa" da universidade de Harvard (EUA). Quatro anos depois, é chamada para chefiar a equipe que projetou a recuperação de Florença (Itália), afetada por uma inundação.

Em 1969 inicia a elaboração do Plano Diretor da Barra da Tijuca (Rio).

Em 1976 participa, a convite dos escritórios Nervi e Lotti de Roma, da concorrência para a construção da nova capital da Nigéria (Abuja). A proposta não é levada adiante.

Em 1987 apresenta um trabalho intitulado Brasília Revisitada, no qual pede que se respeitem as quatro escalas que estiveram na concepção da cidade (monumental, residencial, gregária e bucólica).

Em 13 de junho de 1998, falece em sua residência no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro.

Obs: o nome completo do urbanista seria Lucio Marçal Ferreira Ribeiro de Lima e Costa. A grafia correta seria "Lucio Costa", sem acento no "u". Contudo, em várias publicações oficiais, e também em enciclopédias, se encontra "Lúcio Costa". Esta informação sobre o nome correto nos foi passada por Haroldo de Queiroz, arquiteto, Presidente do IAB/DF.


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23-Laís
26-Lorrany
13-Jennifer
32-Nádya

Roberto Burle Marx

Roberto Burle Marx foi um dos maiores paisagistas do nosso século, distinguido e premiado internacionalmente. Artista de múltiplas artes, foi também, desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador, cantor e criador de jóias, sensibilidades que conferiram características específicas a toda a sua obra.

Nasceu em São Paulo, a 4 de agosto de 1909, passando a residir no Rio de Janeiro a partir de 1913. De 1928 a 1929 estudou pintura na Alemanha, tendo sido freqüentador assíduo do Jardim Botânico de Berlim, onde descobriu, em suas estufas, a flora brasileira.Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932, passando a dedicar-se ao paisagismo, paralelamente à pintura e ao desenho.

Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse Sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Em 1955 fundou a empresa BURLE MARX & CIA LTDA., pela qual passou a elaborar projetos de paisagismo, fazer a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos. Desde 1965, até seu falecimento, contou com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono.

Roberto Burle Marx faleceu no dia 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.

Roberto Burle Marx

Fontes:

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03-Andrea
06-Edna
10-Iara

Oscar Niemeyer

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho (Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1907) é um arquiteto brasileiro, considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado.

Seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que desenhou para a cidade de Brasília.

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.”

Oscar Niemeyer em 2008.

EDIFICIO COPAN: considerada a maior estrutura de concreto armado do Brasil

O Copan foi um dos grandes projetos para São Paulo apresentados por Oscar Niemeyer em 1951. É conhecido por sua geometria sinuosa, que lembra uma onda, e pelos números superlativos de suas estatísticas.

Edifício Copan em São Paulo, construção concluída em 1966.

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41-Thallysson
37-Rayane G.
20-Kellvyn